Obituário: Jader Goodson Ferreira, auditor fiscal

Um homem sábio. É essa a lembrança que amigos e familiares terão do auditor fiscal aposentado do Governo do Distrito Federal Jader Goodson Ferreira, que morreu na última quinta-feira, 23, aos 81 anos, devido uma fibrose pulmonar, doença respiratória crônica. Formado em direito, o servidor era apaixonado pela profissão. Ao se aposentar, passou a dedicar-se ao que mais amava: a família.

A funcionária pública aposentada Ana Cláudia Mendonça Ferreira, 56, fala do pai com carinho e saudade. Além de perder o melhor amigo, sentirá falta das palavras de incentivo. “Foi a melhor pessoa que alguém poderia ter ao lado. Melhor pai e amigo. Foi um grande avô e um bisavô maravilhoso. Era a alegria da nossa família. Era quem mantinha a família unida, com festas, almoços aos fins de semana. Ajudava em todos os momentos de dificuldade com palavras de conforto”, relembra.

Nascido em Formiga (MG), em fevereiro de 1938, o pioneiro chegou a Brasília em 1958. Encantado com a nova capital, decidiu ficar e fazer carreira. Sobre o serviço público, Ana Cláudia conta que, sempre que havia uma oportunidade, o pai agradecia aos colegas de trabalho pela chance de servir e de trabalhar pela população do Distrito Federal.

Conselhos

Assim que se aposentou, Jader decidiu aproveitar a vida ao lado da mulher, Noemia Ferreira, com quem foi casado por 58 anos; dos filhos Ana Cláudia e Jader Goodson Ferreira Júnior, 51; dos dois netos; e dos três bisnetos. A sobrinha Adriana Huber, 52, sente-se privilegiada por ter convivido com uma pessoa tão especial. Uma das melhores lembranças que tem é de quando o tio a aconselhava sobre problemas pessoais que ela teve com o pai biológico durante a vida. “Ele era como se fosse o meu pai. Sempre com bons conselhos. Dizia para eu não me apegar às mágoas e aos problemas do passado e ir adiante. Eu sempre escutava. Era um homem sábio, legal e especial. Além de mim, adotou o meu marido como filho também. Só lembranças boas dele. Vai fazer falta”, conta Adriana.

Fonte: Caroline Cintra – Correio Braziliense